segunda-feira, 23 de maio de 2011

Greve!!!


Quem é quer fazer greve? Mas a humilhação é grande demais...

Eu e meus colegas de trabalho não faríamos isso se não fosse necessário.
O Governo Colombo ainda não percebeu a situação desmotivante que está criando no magistério catarinense.
Hoje fiquei indignado com a proposta feita aos professores.
Em resumo quem tem ensino médio e quem tem graduação ganharão o mesmo vencimento inicial "o tal 1.187,00".
Assim para que estudar...Persistindo isso, teremos professores desqualificados formando pessoas cada vez mais despreparadas para o trabalho, para vida em sociedade.
Por favor leitores, apoiem os seus professores neste momento crítico da educação catarinense.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Texto poético de Futebol

Futebol

Por Alexandre Inagaki

O tempo passa no cronômetro e no placar eletrônico;

na aflição do time em busca do gol premente;

nas rugas do jogador que sai vaiado pela torcida;

na tensão do atacante na hora do pênalti;

no nervosismo do treinador alinhavando desculpas amarfanhadas;

no desconforto do artilheiro que não marca há várias derrotas;

na dor do torcedor que volta para casa envelhecido

carregando em cada perna o peso indelével da frustração.

Instável como técnico no cargo ou juvenil no time titular,

a vida ignora qualquer tática ou esquema de jogo.

E não adianta designar volante para marcação homem-a-homem

porque ela nos escapa, feito bola molhada nas mãos do goleiro,

com a graça de moleque que dribla toda a defesa:

desenho de luz no verde gramado.

Subterfúgios também não vão colar, colega.

Fazer cera, retardar os tiros-de-meta,

simular contusões com artes de canastrão,

trocar passes estéreis de um lado para outro afirmando
"valorizar a posse da bola".

Cada momento será devidamente compensado nos descontos.

(O bandeirinha delator, o goleiro solitário,

o dirigente exaltado, o treinador teórico,

o gandula torcedor, o reserva conformado,

todos tecem vasta confusão de pernas, socos e palavrões no espaço,

estranha cerâmica no meio-de-campo.)


Esta competição, amigo, tem regras rígidas: tão criticadas, tão vilipendiadas,

mas inevitavelmente obedecidas por todos.

Neste regulamento não há tapetão.

Futebol é paciência.

Agüentar as vaias uníssonas de hormônios desafinados.

Jogar sob a chuva pesada, o gramado pesado, a cabeça pesada.

Aturar as contas atrasadas e os bichos pagos com cheque sem fundo.

A semana na concentração longe da família.

O papo arrastado das preleções, o banco de reservas,

as perguntas imbecis dos repórteres.

Mas tudo logo se olvida e se justifica.

E como dá gosto de ver as arquibancadas lotadas,

as bandeiras tremulando, os fogos estralejando no céu.

O juiz já lançou a moeda pra o alto,

é hora de acabar o aquecimentoe entrar em campo com o pé direito.

Agora é hora de beijar a chuteira, fazer o sinal da cruz,

posar para as fotos do pôster, rezar com os companheiros e

aguardar infinitamente pelo minuto de

silêncio que ninguém sabe por quem é.

Boa sorte, irmão.

E que tarde muito até que chegue o temido,

o inevitável, o inapelável

Apito Final.

Publicado em: http://www.interney.net/blogs/inagaki/2006/06/09/futebol/

terça-feira, 8 de junho de 2010

Carta de Brasília

Conferência Nacional do Esporte aprova a Carta de Brasília

Os participantes da III Conferência Nacional do Esporte aprovaram neste domingo (6 de junho de 2010) a Carta de Brasília, que sintetiza as ações e metas do segmento para os próximos dez anos. Reunidos em Brasília de 3 a 6 de junho, os conferencistas debateram 10 eixos temáticos que regem o esporte brasileiro.

Todas as propostas foram discutidas em grupos de trabalho e aprovadas na plenária final, ocorrida no sábado (5) à tarde e na manhã deste domingo. A Conferência teve etapas municipais, estaduais regionais e livres em todos os estados e no Distrito Federal. Veja a íntegra da Carta de Brasília: Por um time chamado Brasil!

Esta III Conferência Nacional do Esporte, a maior já realizada no segmento, expressou a inteligência coletiva e foi o ápice de um processo de consolidação de importantes consensos iniciado em sua primeira edição, em 2004, e mantido na segunda conferência, em 2006.

A primeira definiu os fundamentos da Política Nacional do Esporte com foco no desenvolvimento humano; a segunda propôs uma nova estrutura para o Sistema Nacional de Esporte e Lazer e teve como marco a conquista da Lei de Incentivo ao Esporte.

A III Conferência consolida as conquistas anteriores e avança para a efetivação do esporte como direito social, conforme preceitua a Constituição Federal, que também determina que cabe ao Estado oferecê-lo como política pública. Esta Conferência ocorre em um momento especial para o nosso país.

O povo brasileiro já deu inúmeras provas de sua genialidade e criatividade ao superar barreiras na história e ocupar espaços internacionais nas artes, nas ciências, na tecnologia de ponta, nas questões ambientais, na gastronomia, nas comunicações, nas políticas públicas de saúde e de educação, na indústria, sobretudo a de petróleo, petroquímica e de biocombustíveis.

No campo esportivo, a comunidade internacional, sob diversos ângulos, volta seus olhos para o Brasil. Os Jogos Pan-americanos e Parapan-americanos de 2007, os Jogos Mundiais Militares de 2011, a Copa do Mundo em 2014 e os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016 são símbolos desse novo olhar do mundo sobre o nosso país.

O momento abre novas oportunidades para o esporte brasileiro. E isso só é viável porque o Brasil passa por um momento raro de distribuição de renda e combate à pobreza; trilha um caminho de crescimento e de estabilidade econômica, de confiança para investimentos, de ampla democracia e incontestável reconhecimento da comunidade internacional.

O esporte faz parte deste cenário promissor, como demonstra a participação inédita de 220 mil brasileiros e brasileiras de 3.112 municípios de todas as unidades da federação para debater o Plano Decenal proposto para esta III Conferência Nacional do Esporte.

A comunidade esportiva nacional compreendeu o chamamento à discussão dos desafios para os próximos dez anos. Aqui reunidos – mulheres e homens de todas as gerações, negros, indígenas, ribeirinhos, quilombolas, trabalhadores, pessoas com deficiências e com mobilidade reduzida, idosos, estudantes, professores de educação física e de outras áreas, atletas, técnicos, dirigentes e gestores esportivos –, todos construindo o Plano Decenal de Esporte e Lazer que será um poderoso instrumento de mobilização da comunidade esportiva e – temos convicção – se converterá em lei no Congresso Nacional para ratificar o anseio da sociedade brasileira. Aprovamos o Plano Decenal de Esporte e Lazer “10 pontos em 10 anos para projetar o Brasil entre os 10 mais” que ratifica a necessidade de um Sistema Nacional de Esporte e Lazer lastreado em recursos que tornem sustentável um projeto de longo prazo.

Significa também promover a inclusão social e o desenvolvimento humano por meio de programas socioesportivos; institucionalizar o esporte educacional; atingir resultados inéditos nas competições e assim projetar o Brasil no ranking do alto rendimento; incrementar nossa infraestrutura esportiva; modernizar e valorizar o futebol como identidade cultural do Brasil; ampliar o leque de modalidades para diversificar a prática esportiva no país; qualificar a gestão do esporte e do lazer; e aproveitar o potencial econômico-social dos grandes eventos, porque eles contribuem com o projeto de desenvolvimento nacional gerando milhões de empregos, aumentando a renda do trabalhador e propiciando o renascimento de áreas urbanas, a melhoria da qualidade de vida, a oferta de perspectivas à juventude e o fortalecimento do respeito do mundo por nossa pátria.

O Plano Decenal ganha força a partir da valorização do trabalhador da área, especialmente o profissional de educação física, garantindo postos de trabalho; estabelecendo a criação de políticas de formação continuada e permanente, de desenvolvimento científico e tecnológico e de acompanhamento e avaliação dos programas, resultando na profissionalização cada vez maior da política esportiva no país.

Esse conjunto de ações e metas consolida os programas sociais de esporte e lazer do Ministério do Esporte como política de Estado e avança rumo à universalização do acesso ao esporte e ao lazer como direito de todos os cidadãos brasileiros.

O esporte nos ensina que as vitórias são fruto de construções coletivas, de ideias amadurecidas, de planejamento contínuo, de papéis definidos, de metas objetivas, de gestão eficiente, de políticas amplas. Se os desafios são enormes, maior é a nossa capacidade e espírito de luta. Reunidos no cinquentenário de nossa capital, nós, delegados, delegadas e participantes da III Conferência Nacional do Esporte, somos inspirados pelo sonho da construção de Brasília, forjada em concreto, feita de poesia, sacrifício e trabalho de brasileiros de todas as partes.

Com esse exemplo, fortalecemos nossa determinação de construir uma nova década em que o esporte e o lazer sejam vividos pela população como direitos. Queremos todo o povo jogando, torcendo e brilhando, vestido com a camisa desse time chamado Brasil.

Brasília, 6 de junho de 2010

Delegados, delegadas e participantes da III Conferência Nacional do Esporte

Fonte: Ministério do Esporte

domingo, 17 de janeiro de 2010

Mato Grosso do Sul














Caros amigos, como havia dito vou deixar aqui no blog o relato da viagem...
Nossa saída foi de Marechal Candido Rondon, acordamos nada dispostos para viajar, afinal ainda sentíamos a ressaca da House Beer "alguns chop s não mata né, mas dá uma dor de cabeça". Mesmo assim com a noite chegamos na Rodo com fome e dor de cabeça e uma vontade de tomar café para despertar.

O onibus da Unesul chegou na hora e a viagem foi tranquila, exceto o cheiro do banheiro que Nilton e Jorge não paravam de escumungar. A nossa parada para café foi em ELDORADO-MS, gastamos R$ 3,50 cada um, mais adiante em DOURADOS-MS foi nosso almoço, gastamos na Lanchonete Querencia 15 reais cada, detalhe pouso uma mosca no prato do Nilton.

Chegamos em Campo Grande (CG) às 16:30 e no horário local, "que foi uma confusão 1 a mais ou a menos nem sei até agora", aqui não tem horário de verão. Já que tinha uma hora para o onibus de Corumbá resolvemos ir passear na cidade e tomar café numa lanchonete "detalhe o Jorge comeu empada de carne crua uma comida exótica heheheheheehe"

Voltamos a Rodo e lá achamos um Cine Privê mas não dava para assisir nada (sem tempo). Ao embarcarmos no busão durinha (Viação Andorinha) vimos muitos bolivianos, familias inteiras, que também iam a Corumbá.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Planejar a viagem é preciso...

Quando pensamos numa viagem muita coisa boa vem a nossa cabeça, coisas novas, lugares diferentes, comidas exóticas e tantas outras.
Porém com tanta coisa para se fazer e o que se ver haja dinheiro para tudo isso.
Ai entra o que chamamos de planejamento da viagem.
E como se dá isso?
Primeiro devemos pensar o que queremos?
Isso define o lugar, o tempo e o custo de uma viagem. Pensem comigo acompanhando o planejamento prévio da viagem.
Antes de viajar é preciso planejar um pouco. Principalmente para não passar apuros, e nesta etapa foi necessário definir a rota da viagem, o quanto aproximadamente gastaríamos, quando sair e retonar ao Brasil. Também foi preciso consultar sites especializados em viagens (usei muito o www.mochileiros.com), procurar locais para hospedar-se (entre no www.hihostels.com), lugares para comer e comprar passagens. Em se tratando de planejamento de viagem não precisa ser nenhum turismólogo experiente, para mim o que precisa é de disposição, paciência e empenho na construção de uma boa viagem.
Claro que uma viagem é sempre melhor com uma boa companhia, se for dos amigos é perfeito, além disso as despesas de hospedagem caem pela metade.
O meu grupo de viagem é formado além de mim pelo Jorge e pelo Nilton.
Depois de muito ler e discutirmos optamos ir por terra (ônibus e trem) e voltar de avião. Decidimos que começaríamos pela Bolívia e depois o Perú e tempo de viagem seria de aproximadamente 15 dias.
Então nossa rota ficou assim: encontro em Maringá, viagem para arrumar as malas em Marechal Candido Rondon, e dia 16/01/2010 o começo de tudo.

Marechal Candido Rondon-PR
Campo Grande-MS
Corumbá-MS
Puerto Quijarro-Bolívia
Santa Cruz de La Sierra-BOL
Cochabamba-BOL
La Paz-BOL
Copacabana-BOL
Puno-Perú
Cusco-PER
Lima-PER
São Paulo-SP
Maringá-PR

Durante a viagem vou postar mais informações, tentarei ser o mais detalhista possível, como eu disse anteriormente, gostaria que tudo fosse aproveitado para novas viagens minhas e de meus leitores.
Abraços e que comece a jornada!!!

Férias na Bolívia e no Peru


http://pt.wikipedia.org/wiki/Peru




C
omo meus amigos já sabem eu viajarei no próximo dia 15 de janeiro para Bolívia e o Peru.
Durante o período de planejamento e viagem propriamente dita, estarei postando aqui no blog os fatos e acontecimentos da viagem.
E por quê fazer isto?
Penso que é uma boa oportunidade para que outros, que como eu gostam de viagem, decidam e tomem coragem de encarar uma experiência rica e deslumbrante num roteiro de viagem no mínimo desafiador.
Espero atender as expectativas de quem ler estas postagens e se tiverem dúvidas, elogios, críticas deixem seus recados.

sábado, 11 de julho de 2009

Músicas para praticar esportes

Músicas Para Praticar Esporte!


Estas músícas foram selecionadas pelo site VAGALUME como as mais escutadas durante a malhação. Já escutei muitas delas e realmente vale a pena conferir.


Confira as letras de Corrida:


  • Air: You Make It Easy "Never been here- How about you?" You smile at my answer You've given me the chance To be held... ·
  • Björk: BACHELORETTE BACHELORETTE i'm a fountain of blood in the shape of a girl you're the bird on the brim... ·
  • Cocteau Twins: Lorelei Get off the car kick his chain, kick his pride get him soaked hit run lift up your toes in my... ·
  • Enigma: Sadeness Procedamus in pace In nomine Christi, Amen . Cum angelis et pueris, fideles inveniamur . ... ·
  • Enya: Orinoco Flow Let me sail, let me sail, let the Orinoco Flow, let me reach, let me beach on the shores of... ·
  • Imogen Heap: Hide & Seek where are we? what the hell is going on? the dust has only just began to fall crop circles in the ... ·
  • Jeff Buckley: Hallelujah I've heard there was a secret chord that David played and it pleased the lord but you don't... ·
  • Kate Bush: Hounds of love "It's in the trees! It's coming!" When I was a child: Running in the night, Afraid... ·
  • Loreena McKennitt: The Mummers' Dance • When in the springtime of the year • When the trees are crowned with leaves • When the ash... ·
  • Massive Attack: Teardrop Love, love is a verb Love is a doing word Fearless on my breath Gentle impulsion Shakes me... ·
  • Nick Drake: Northern sky I never felt magic crazy as this I never saw moons knew the meaning of the sea I never held emotion ... ·
  • Peter Gabriel: Mercy Street looking down on empty streets, all she can see are the dreams all made solid are the dreams all... ·
  • Pink Floyd: Breathe Breathe, breathe in the air. Don't be afraid to care. Leave but don't leave me. Look around and... ·
  • Portishead: Glory Box I'm so tired of playing, Playing with this bow and arrow, Gonna give my heart away, Leave it to... ·
  • Sigur Rós: Svefn-G-Englar ég er kominn aftur inn í þig það er svo gott að vera hér en stoppa stutt við ég flýt um í...

sábado, 9 de maio de 2009

Cricket: História


História do Esporte

O cricket tem origem numa forma rudimentar encontrada em relatos históricos do Século XII na Inglaterra. Existe evidência escrita para um esporte conhecido como o creag, que foi praticado pelo príncipe Eduardo, filho de Eduardo I, na Inglaterra por volta do ano de 1300. O jogo foi proibido pelo "Lord Protector" Oliver Cromwell em 1653, cujos os ideais puritanos entravam em confronto com as atividades recreacionais. Mesmo depois que o governo puritano foi retirado do poder e uma monarquia anglicana foi restaurada, o cricket permaneceu ilegal até 1748.
Por volta de 1750, um clube de cricket foi estabelecido em Hambledon, Hampshire (sul da Inglaterra).
Em 1788, o clube de cricket de Marylebone traçou as primeiras regras do jogo para governar os campeonatos disputados entre as municipalidades inglesas. Thomas Lord encenou seu primeiro jogo – Middlesex (com o dois jogadores de Berkshire e um de Kent) contra Essex (com os dois homens emprestados) - em 31 de maio de 1787. Assim o clube de cricket de Marylebone foi criado.
Dr. William Gilbert Grace era um cricketer inglês que, por suas habilidades extraordinárias, tornou o cricket talvez o primeiro esporte espectador moderno, e que desenvolvesse a maioria das técnicas da batting moderna.

Mudanças mais recentes
O cricket incorporou uma era memorável em 1961, quando as municipalidades inglesas modificaram as regras para fornecer uma forma variada do jogos que produzisse um resultado dinâmico: jogos com um número restrito de overs por equipe. Isto ganhou popularidade e resultou no surgimento dos jogos internacionais de um dia (ODI), em 1971. O Conselho Internacional de Cricket (ICC) adotou rapidamente o novo jogo e realizou a primeira copa do mundo de cricket ODI, em 1975.
O Cricket no Brasil
Há mais de cem anos, os trabalhadores da Ferrovia “British Railway” que trabalhavam na construção de Ferrovias nas regiões sul e norte do Brasil, introduziram o cricket no país. Ele se tornou um esporte popular entre as crianças brasileiras que desenvolveram uma versão simplificada, chamada de “bets” ou “taco”, que continua sendo um esporte popular entre a juventude atual e que é praticado nas ruas e praias.
O Cricket teve início há cerca de 200 anos na América do Sul, ele é praticado em quase todos os países do continente. No final dos anos 1800 e início dos anos 1900 clubes desportivos britânicos estabeleceram-se por quase todas as principais cidades do Brasil e também nas minas de propriedade britânica situadas no estado de Minas Gerais.
O Rio Cricket and Football Club - RCAA, no Rio de Janeiro, foi fundado em 1872, e o Clube Atlético de São Paulo – SPAC surgiu em 1888. Clubes de futebol que começarão como clubes de cricket: Fluminense do Rio de Janeiro, Vitória da Bahia e Paysandu do Pará.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Malhação na avenida


Uma vez que se aprende a andar de bicicleta, não se esquece jamais. Mas daí a pedalar diariamente é preciso um pouco mais de fôlego. Aprenda a preparar o corpo e descubra que andar de bike é uma excelente atividade física
O uso regular da bicicleta melhora a capacidade respiratória, queima calorias, ajuda a prevenir doenças cardíacas, ativa a musculatura de várias partes do corpo (ao mesmo tempo em que poupa as articulações, por ser uma atividade física de baixo impacto) e está relacionado a uma menor propensão a determinadas doenças crônicas, como o diabetes. "A bicicleta é um meio de transporte excepcional porque torna o passageiro ativo", diz Dan Oizerovici, médico do esporte do Hospital Israelita Albert Einstein, de São Paulo.
Pela rua afora
Para começar, trechos que podem ser percorridos com facilidade em 20 minutos são os ideais, como ensina o professor Emerson. "Se você mantiver esse tempo três vezes por semana, pode aumentá-lo gradualmente a partir do segundo mês", diz ele.
Se você não pedala desde a infância, um parque ou um sítio podem ser ótimos locais para os primeiros passeios - e tombos. "O importante é respeitar os próprios limites", orienta o médico Oizerovici. "Não há nada de errado em descer da bicicleta para empurrá-la ladeira acima. Forçar a barra logo no começo pode deixá-lo com dores nas pernas", afirma.
Para circular pela cidade, é bom evitar vias muito congestionadas. "O ciclista fica muito exposto à fumaça dos carros, que é nociva à saúde", explica o doutor que os malefícios da poluição são compensados pelos ganhos da atividade física. "Entre levar uma vida sedentária e pedalar na poluição, digamos que a segunda opção seja a 'menos ruim'", diz Paulo Zogaib, médico do esporte e professor da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Mas o melhor mesmo é trocar uma avenida movimentada por uma rua interna mais tranqüila. "Com essa medida simples, você evita a inalação da fumaça direto da fonte", diz ele.
Aqueça-se
Esticar-se é uma prática muito saudável, pois ajuda no aquecimento muscular antes do exercício e previne o encurtamento dos músculos depois dele. Outra dica de aquecimento é pedalar devagar nos primeiros minutos. No mais, a própria pedalada pode servir de aquecimento para outros tipos de atividades físicas. Mas o princípio da bike é o do prazer. "Você pisa macio no pedal e, depois, é só seguir a cadência natural da bicicleta", ensina. Aprendeu? Que bom, porque lições de bicicleta, você sabe, a gente nunca mais esquece.

Texto de LEANDRO QUINTANILHA
Revista Vida Simples 5ª edição p. 60